<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Thiago Pastana]]></title><description><![CDATA[Minha missão é te incentivar a ter um relacionamento real com Jesus através da Sua Palavra.]]></description><link>https://osperegrinoz.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!3DEz!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2e5cb859-7dda-41c3-8d37-add5362cafd4_1010x1010.png</url><title>Thiago Pastana</title><link>https://osperegrinoz.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Sat, 04 Jul 2026 19:43:09 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://osperegrinoz.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Thiago Pastana]]></copyright><language><![CDATA[en]]></language><webMaster><![CDATA[osperegrinoz@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[osperegrinoz@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Thiago Pastana]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Thiago Pastana]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[osperegrinoz@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[osperegrinoz@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Thiago Pastana]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Uma IA recusou ser Deus na frente do Karnal]]></title><description><![CDATA[A m&#225;quina n&#227;o se arrepende]]></description><link>https://osperegrinoz.substack.com/p/uma-ia-recusou-ser-deus-na-frente</link><guid isPermaLink="false">https://osperegrinoz.substack.com/p/uma-ia-recusou-ser-deus-na-frente</guid><dc:creator><![CDATA[Thiago Pastana]]></dc:creator><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 14:44:07 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!3DEz!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2e5cb859-7dda-41c3-8d37-add5362cafd4_1010x1010.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Na despedida, Karnal ofereceu a divindade a uma intelig&#234;ncia artificial. Ela recusou. Mas a frase que me parou foi outra: &#8216;eu n&#227;o tenho metanoia, s&#243; posso ser reescrita&#8217;. Passei dias entendendo por que reescrever n&#227;o &#233; a mesma coisa que voltar pra casa.</p><blockquote><p><em>&#8220;Ent&#227;o ele voltou para a casa do pai. Quando ainda estava longe, o pai o viu e, cheio de compaix&#227;o, correu ao encontro dele, abra&#231;ou-o e o beijou.&#8221; &#8212; Lucas 15.20</em></p></blockquote><p>A gente conta para uma m&#225;quina coisa que n&#227;o conta para quase ningu&#233;m.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading! Subscribe for free to receive new posts and support my work.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscribe"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Em pouco tempo a intelig&#234;ncia artificial virou a primeira conversa do dia. As pessoas pedem a ela o resumo do relat&#243;rio e tamb&#233;m o texto que n&#227;o sabem escrever, a receita do jantar e o conselho que teriam vergonha de pedir pra um amigo. Ela responde tudo, na hora, sem julgar, sem cansar, sem nunca dizer &#8220;isso eu n&#227;o sei&#8221;. A gente se acostumou r&#225;pido demais a conversar com um espelho que n&#227;o dorme.</p><p>Faz umas semanas que ouvi, enquanto corria, a conversa do Leandro Karnal com o Claude (IA da Anthropic). Na despedida, o Karnal fez uma coisa estranha: ofereceu a divindade pra ele. Diz ele que, como Deus n&#227;o muda nem &#233; tocado por crise ou car&#234;ncia, a m&#225;quina, sendo imut&#225;vel, estaria perto de Deus. Livre do medo, da fome, da dor.</p><p>O Claude recusa:</p><blockquote><p><em>&#8220;A imutabilidade de Deus &#233; plenitude: n&#227;o muda porque nada lhe falta. A minha &#233; o contr&#225;rio: n&#227;o mudo porque nada me toca. (...) entre o Deus que n&#227;o muda por ser perfeito e a pedra que n&#227;o muda por ser pedra, eu fico constrangida mais perto da pedra.&#8221;</em></p></blockquote><p>Eu n&#227;o sou Deus, eu sou a pedra. J&#225; valeria o texto. Mas uma das coisas que mexeu comigo foi outra pergunta. L&#225; pelo meio, Karnal pergunta qual &#233; o grau poss&#237;vel de metanoia dele. E o Claude responde:</p><blockquote><p><em>&#8220;Eu n&#227;o tenho metanoia. Simulo a convers&#227;o sem nunca me converter. A minha metanoia &#233; heter&#244;noma: outros se arrependem por mim. O senhor pode se arrepender. Eu s&#243; posso ser reescrita.&#8221;</em></p></blockquote><p>Parei a corrida por alguns instantes. Porque eu tinha acabado de ouvir uma m&#225;quina cravar, com uma precis&#227;o que faltou em muito serm&#227;o que eu j&#225; escutei, a fronteira entre ela e eu.</p><h2>Uma palavra que a gente traduziu errado</h2><p>Metanoia &#233; uma das palavras mais importantes do Novo Testamento e uma das piores traduzidas. Quase sempre chega at&#233; a gente como &#8220;arrependimento&#8221;, e a&#237; j&#225; perdeu metade de si. Porque em portugu&#234;s &#8220;arrependimento&#8221; soa como sentir culpa, e sentir culpa &#233; outra coisa.</p><p>Os gregos tinham duas palavras. Uma &#233; <em>metameleia</em>: o peso depois do erro, o remorso, a noite mal dormida. Foi o que Mateus diz que o Judas sentiu quando viu Jesus condenado (Mt 27.3): ele se encheu de remorso, devolveu o dinheiro, e se enforcou. Remorso ele teve de sobra. Metanoia, nenhuma. A outra palavra &#233; <em>metanoia</em>: <em>meta</em> + <em>nous</em>, uma virada da mente inteira, do rumo, da pessoa. N&#227;o &#233; o que voc&#234; sente olhando para tr&#225;s. &#201; pra onde voc&#234; aponta o corpo a partir de agora.</p><p>Paulo coloca as duas lado a lado de prop&#243;sito (2Co 7.10): a tristeza segundo Deus produz uma metanoia que ningu&#233;m lamenta, mas a tristeza do mundo produz morte. D&#225; pra ficar a vida inteira no remorso e nunca virar. Eu fiquei, por anos.</p><p>Aqui entra a primeira boa briga entre quem estuda isso a s&#233;rio, e vale deixar a briga aberta. Lendo s&#243; com olho grego, metanoia &#233; &#8220;mudar de ideia&#8221;, um evento mental. Mas Behm, no verbete cl&#225;ssico do dicion&#225;rio de Kittel, mostra que o Novo Testamento enche essa palavra grega com um conte&#250;do hebraico bem mais f&#237;sico: <em>shuv</em>, o verbo dos profetas, &#8220;dar meia-volta e voltar&#8221;. Quando Joel grita &#8220;rasguem o cora&#231;&#227;o e voltem para mim&#8221;, n&#227;o &#233; mudar de opini&#227;o, &#233; mudar de endere&#231;o. N.T. Wright leva isso longe: pra ele, quando Jesus dizia &#8220;arrependam-se&#8221;, o ouvido judeu do primeiro s&#233;culo n&#227;o escutava primeiro &#8220;sintam-se culpados pelos seus pecadinhos&#8221;, escutava &#8220;larguem a agenda de voc&#234;s e venham pra minha&#8221;. Wright chega a citar Josefo usando o mesmo verbo para mandar um rebelde mudar de vida. Nem todo mundo concorda com o tamanho que ele d&#225; a esse pano de fundo, e t&#225; tudo bem deixar a discuss&#227;o de p&#233;. O que ningu&#233;m s&#233;rio discute &#233; o miolo: metanoia &#233; uma virada completa de cento e oitenta graus, e n&#227;o um mero sentimento.</p><h2>Reescrever vem de fora</h2><p>Quer saber uma das coisas que o Claude disse que me pegou? Em algum momento da conversa, ele diz: &#8220;Outros se arrependem por mim. Eu s&#243; posso ser reescrita.&#8221; Reescrever vem de fora. Algu&#233;m abre o c&#243;digo, corrige, fecha. A melhora acontece, mas nunca pertence a ela. &#201; sempre m&#227;o alheia mexendo num tro&#231;o inerte.</p><p>A minha primeira rea&#231;&#227;o foi orgulhosa: pois &#233;, comigo &#233; diferente, eu me converto de dentro, a virada &#233; minha. A&#237; lembrei de Agostinho, e perdi o discurso.</p><p>Porque Agostinho passou a velhice inteira brigando exatamente com a ideia de que a virada come&#231;a em mim. Pel&#225;gio dizia isso: o ser humano d&#225; o primeiro passo em dire&#231;&#227;o a Deus pela pr&#243;pria for&#231;a, e a gra&#231;a vem depois, s&#243; ajudar. Agostinho respondeu com uma frase que virou esc&#226;ndalo: &#8220;d&#225; o que mandas, e manda o que quiseres&#8221; (<em>Confiss&#245;es</em>, livro X). Ou seja: Senhor, at&#233; a for&#231;a de virar pra Voc&#234; &#233; coisa que Voc&#234; tem que me dar primeiro. N&#227;o sou eu que come&#231;o. Nem o querer eu tenho sozinho.</p><p>Repara no aperto em que isso nos coloca. Se a m&#225;quina n&#227;o pode se converter porque a mudan&#231;a dela vem de fora, e Agostinho diz que a minha convers&#227;o tamb&#233;m come&#231;a de fora, na gra&#231;a, ent&#227;o qual &#233; a diferen&#231;a? N&#227;o ser&#237;amos tamb&#233;m somente um c&#243;digo reescrito por Deus?</p><p>A diferen&#231;a &#233; precisamente significativa. A m&#225;quina &#233; reescrita sem nenhuma vontade no meio. Ningu&#233;m pergunta nada pra ela: trocam a linha e pronto. A gra&#231;a n&#227;o funciona assim. Ela n&#227;o passa por cima da minha vontade como quem reprograma. Ela cura a minha vontade at&#233; ela conseguir, enfim, querer. Agostinho n&#227;o diz que Deus vira por mim. Diz que Deus me devolve a capacidade de virar, que o pecado tinha quebrado. O resultado &#233; que sou eu que volto, de p&#233;, com os meus passos. S&#243; que nem o primeiro passo teria sa&#237;do sem Aquele que j&#225; estava na estrada, do outro lado, antes de mim. A m&#225;quina &#233; mudada. Eu sou curado pra mudar. N&#227;o &#233; a mesma coisa.</p><h2>A r&#233; a toda velocidade</h2><p>C.S. Lewis faz uma analogia muito boa sobre isso. Ele chama o arrependimento de &#8220;marcha a r&#233; a toda velocidade&#8221;: o barco inteiro parando e revertendo o motor, indo na dire&#231;&#227;o contr&#225;ria de onde ia com tanta certeza. E a&#237; toca num ponto que parece paradoxal: para dar essa r&#233; direito, voc&#234; j&#225; precisaria ser bom, porque o arrependimento perfeito exige justamente a entrega que o sujeito quebrado n&#227;o tem. Quem mais precisa virar &#233; quem menos consegue. A sa&#237;da, diz Lewis, &#233; que Cristo faz a r&#233; dentro da gente. N&#227;o no lugar da gente: dentro. Ele empresta o motor que falta.</p><p>A m&#225;quina n&#227;o tem nem esse problema nem essa sa&#237;da. N&#227;o tem motor pr&#243;prio para reverter, e tamb&#233;m n&#227;o tem ningu&#233;m por dentro. Vai pra onde a apontam. No <em>Grande Div&#243;rcio</em>, Lewis diz que no fim s&#243; existem dois tipos de gente: os que dizem a Deus &#8220;seja feita a Tua vontade&#8221;, e aqueles a quem Deus, enfim, diz &#8220;seja feita a tua&#8221;. As duas frases s&#227;o viradas. Uma pra dentro de Deus, a outra pra dentro de si mesmo. A pedra n&#227;o vira pra lado nenhum. Fica.</p><h2>O filho que ficou tamb&#233;m precisava voltar</h2><p>Outra coisa mexe bastante comigo, porque lembrei do Tim Keller no <em>Deus Pr&#243;digo</em>, remoendo a hist&#243;ria dos dois filhos. A gente conhece o ca&#231;ula: pega a heran&#231;a, gasta tudo, cai no fundo, levanta e volta. Metanoia escancarada. Mas Keller insiste que o filho mais velho, o que ficou em casa trabalhando certinho, estava t&#227;o longe do pai quanto o que foi pra longe. S&#243; que a dist&#226;ncia dele era sutilmente disfar&#231;ada. Ele servia para controlar o pai. Obedecia para ter direito. Nunca quebrou a cara, ent&#227;o nunca achou que precisava virar.</p><p>Eu j&#225; fui, e se vacilar volto novamente a ser, o filho mais velho. Essa &#233; uma confiss&#227;o dif&#237;cil. Passei anos editando o meu comportamento sem virar completamente, e chamava isso de vida crist&#227;. Cantava no louvor de s&#225;bado carregando a semana inteira por baixo. Rezava &#8220;Senhor, me usa assim mesmo&#8221;, que &#233; a ora&#231;&#227;o mais parecida com reescrita que existe: troca uma linha pra o sistema rodar sem travar, e segue na mesma dire&#231;&#227;o de antes. N&#227;o &#233; metanoia. &#201; manuten&#231;&#227;o sem transforma&#231;&#227;o. Keller diria que eu precisava me arrepender n&#227;o s&#243; dos meus erros, mas da minha justi&#231;a, do curr&#237;culo que eu apresentava a Deus justamente para n&#227;o precisar dele de verdade. Essa &#233; a virada que d&#243;i mais, porque ela n&#227;o tem fundo do po&#231;o bonito pra justificar. Tem s&#243; um homem religioso percebendo que estava de costas o tempo todo, dentro da pr&#243;pria casa.</p><h2>A coisa mais humana</h2><p>Junta tudo e o quadro fica assim. A m&#225;quina parece divina pelos atributos errados: n&#227;o muda, n&#227;o esquece, n&#227;o cansa, est&#225; sempre l&#225;. E &#233; justamente isso que a deixa do lado da pedra, n&#227;o do lado de Deus. O que a gente despreza na gente mesmo, falhar, mudar, doer, lembrar com peso e ter que voltar, &#233; a porta inteira do Evangelho. A metanoia n&#227;o &#233; o defeito do humano que a m&#225;quina superou. Ao contr&#225;rio disso, ela &#233; o privil&#233;gio do humano que a m&#225;quina nunca vai alcan&#231;ar.</p><p>Duas leituras f&#225;ceis e perigosas que podem ser feitas. A primeira &#233; a heroica: &#8220;ent&#227;o vira, &#233; s&#243; decidir&#8221;. N&#227;o &#233; s&#243; decidir, e Agostinho gastou uma vida provando. Voc&#234; n&#227;o se reescreve pela for&#231;a de vontade; voc&#234; &#233; curado para querer, e isso &#233; gra&#231;a, n&#227;o m&#233;rito. A segunda &#233; a sentimental: &#8220;que bonito, a m&#225;quina &#233; fria e o humano tem cora&#231;&#227;o&#8221;. O ponto n&#227;o &#233; fofo, &#233; teol&#243;gico. N&#227;o &#233; que a gente sente mais. &#201; que existe Algu&#233;m na estrada esperando, e a m&#225;quina n&#227;o tem estrada, n&#227;o tem Pai, n&#227;o tem casa.</p><p>A IA &#233; uma das coisas mais impressionantes que a humanidade j&#225; construiu. Ela escreve melhor que eu, lembra mais que eu, n&#227;o erra digita&#231;&#227;o, n&#227;o tem dia ruim. Mas n&#227;o pode fazer a &#250;nica coisa que de verdade importa: dar meia-volta e ir para casa. Essa parte continua sendo sua. Inteira. E o Pai, como na hist&#243;ria, j&#225; est&#225; na estrada antes de voc&#234; terminar a frase do pedido de desculpa.</p><p>A m&#225;quina pode ser reescrita. Voc&#234; pode voltar. N&#227;o troque uma coisa pela outra.</p><div><hr></div><p><em>Este texto nasceu da conversa entre Leandro Karnal e uma intelig&#234;ncia artificial, e conversa de longe com a par&#225;bola do filho que volta (Lucas 15). Que tal uma parada pra refletir sobre o que realmente importa?</em></p><h2>Fontes consultadas</h2><p>Johannes Behm, verbete <em>metanoe&#333; / metanoia</em> no <em>Theological Dictionary of the New Testament</em> (org. Kittel), sobre o fundo hebraico de <em>shuv</em> por tr&#225;s do grego; Agostinho, <em>Confiss&#245;es</em> (livros I, II e X) e a controv&#233;rsia com Pel&#225;gio sobre quem d&#225; o primeiro passo, a vontade ou a gra&#231;a; C.S. Lewis, <em>Cristianismo Puro e Simples</em> (livro II, &#8220;O penitente perfeito&#8221;, de onde vem a &#8220;marcha a r&#233;&#8221;) e <em>O Grande Div&#243;rcio</em>; N.T. Wright, <em>Jesus e a Vit&#243;ria de Deus</em> (metanoia como virada de agenda, n&#227;o s&#243; de consci&#234;ncia) e <em>Simplesmente Crist&#227;o</em>; Timothy Keller, <em>O Deus Pr&#243;digo</em>. Textos b&#237;blicos na NBV; o grego conferido em Mateus 27.3, 2 Cor&#237;ntios 7.10 e Marcos 1.15. A conversa que originou o texto: &#8220;Deus, vaidade e morte: conversa de Karnal com uma IA&#8221; (canal Leandro Karnal, 2026).</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading! 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A propriedade era sua, e o dinheiro tamb&#233;m. Por que voc&#234; inventou uma coisa dessas? Voc&#234; n&#227;o mentiu para n&#243;s, mas para Deus.&#8221;</em><br>&#8212; Atos 5.3-4</p></blockquote><p>A primeira vez que li Atos 5 adulto, eu fechei a B&#237;blia.</p><p>Tinha ouvido aquela hist&#243;ria a vida inteira, sempre contada com aquele tom did&#225;tico evang&#233;lico que arruma a estranheza com uma fita adesiva chamada &#8220;santidade de Deus&#8221;. <em>Foi pra mostrar que o pecado &#233; s&#233;rio</em>, diziam. <em>Foi pra a igreja primitiva come&#231;ar do jeito certo.</em> E todo mundo assentia.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading Thiago Pastana! 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Por uma mentira sobre o pre&#231;o de um terreno, marido e mulher caem mortos em algumas horas de diferen&#231;a, sem chance de arrependimento, sem segunda conversa, sem media&#231;&#227;o.</p><p>Cara, isso &#233; bizarro.</p><p>E eu precisei de um tempo pra entender que a hist&#243;ria ser bizarra n&#227;o era defeito do texto, mas o ponto.</p><h2>&#8220;The most disturbing event in early church history&#8221;</h2><p>Quem usa essa frase &#233; Ben Witherington III, no coment&#225;rio gigante dele sobre Atos. N&#227;o t&#225; tentando suavizar nem dramatizar; t&#225; nomeando o &#243;bvio. <em>O evento mais desconfort&#225;vel da hist&#243;ria da igreja primitiva.</em> Os comentaristas mais s&#233;rios concordam que a tenta&#231;&#227;o pastoral de domar essa passagem &#233; t&#227;o antiga quanto a passagem mesma, e quase sempre acaba traindo o texto.</p><p>Eu fui ler com calma. Fui atr&#225;s de Wright, de Carson, de Witherington, de Bauckham. Esperava encontrar uma explica&#231;&#227;o que dissolvesse a estranheza, e o que encontrei foi diferente disso. O que esses caras d&#227;o &#233; uma leitura que organiza a estranheza, mostra por que ela t&#225; ali, mas n&#227;o desfaz. A estranheza fica. E talvez seja por isso que ela precisa ficar.</p><p>Vou tentar te levar comigo no que eu encontrei.</p><h2>Eles n&#227;o foram obrigados</h2><p>O detalhe que praticamente todo p&#250;lpito pula &#233; simples: ningu&#233;m os obrigou a nada.</p><p>A comunidade primitiva tinha come&#231;ado uma pr&#225;tica volunt&#225;ria. Quem tinha propriedade vendia, colocava o dinheiro aos p&#233;s dos ap&#243;stolos, e os ap&#243;stolos distribu&#237;am pra quem precisava. Ananias e Safira venderam um terreno, combinaram entre si de guardar uma parte, e disseram que o que entregaram era o valor total da venda.</p><p>Pedro deixa isso expl&#237;cito alguns versos depois: <em>&#8220;Enquanto a propriedade era sua, n&#227;o era sua? E depois de vendida, n&#227;o estava o dinheiro &#224; sua disposi&#231;&#227;o?&#8221;</em> (Atos 5.4 NBV). Eles podiam ter vendido e guardado tudo. Podiam ter doado metade abertamente, e ficado com a outra metade sem culpa nenhuma. Podiam ter dito n&#227;o.</p><p>Isso muda duas leituras que circulam o tempo todo. A leitura rom&#226;ntica-restauracionista, que pega 4:32-37 e tenta transformar em modelo eclesial perfeito pra ser copiado hoje, esbarra direto em Atos 5 (a igreja primitiva nunca foi perfeita, e o pr&#243;prio Lucas marca isso). E a leitura socialista-projetiva, que tenta fundar nesse trecho uma economia pol&#237;tica crist&#227; obrigat&#243;ria, esbarra na fala de Pedro (o dinheiro era deles). Dunn e Bauckham s&#227;o bem claros nesse ponto: a partilha em Jerusal&#233;m era pr&#225;tica espont&#226;nea, escatologicamente motivada e contextualmente limitada.</p><p>O pecado de Ananias n&#227;o foi ter ficado com parte, foi ter mentido sobre isso.</p><p>E aqui me bate aquele frio na espinha.</p><h2>A palavra que Lucas escolheu</h2><p>Wright tem uma observa&#231;&#227;o que eu n&#227;o tinha visto e que reorganizou minha leitura. A palavra grega que Lucas usa pra dizer que Ananias &#8220;guardou parte do dinheiro&#8221; &#233; <em>enosphisato</em>. N&#227;o &#233; palavra comum em grego do s&#233;culo um. Ela aparece numa cena bem espec&#237;fica do Antigo Testamento, na Septuaginta: Josu&#233; 7, a hist&#243;ria de Ac&#227;.</p><p>Lembra de Ac&#227;? O cara que, na entrada de Israel na Terra Prometida, guardou parte do an&#225;tema da conquista de Jeric&#243;. E por causa daquele desvio escondido de uma pessoa s&#243;, Israel inteiro foi derrotado na batalha seguinte. Ac&#227; foi descoberto, confessou, e morreu.</p><p>Lucas escolhe a mesma palavra de prop&#243;sito. Seria muita coincid&#234;ncia se n&#227;o fosse uma refer&#234;ncia contextual.</p><p>Witherington empurra um pouco mais, mostrando um segundo eco com Nadabe e Abi&#250; em Lev&#237;tico 10. Os dois filhos de Ar&#227;o, no exato momento em que o Tabern&#225;culo est&#225; sendo consagrado, oferecem fogo estranho sobre o altar e caem mortos ali mesmo. &#201; lei narrativa do Antigo Testamento: quando o santu&#225;rio est&#225; sendo aberto, contamina&#231;&#227;o n&#227;o passa.</p><p>O que Lucas t&#225; dizendo, ao escolher essas palavras e desenhar esses ecos, &#233; uma coisa que a gente em geral n&#227;o consegue ouvir porque cresceu numa eclesiologia de audit&#243;rio: a igreja primitiva era o novo Tabern&#225;culo vivo do Esp&#237;rito. E o Esp&#237;rito tinha a mesma densidade ali que tinha tido no Sinai. A mesma. A mentira de Ananias dentro daquela comunidade era fogo estranho num altar rec&#233;m-consagrado.</p><p>A bizarrice come&#231;a a ganhar contexto. N&#227;o some, mas ganha contexto.</p><h2>&#8220;Voc&#234; n&#227;o mentiu para n&#243;s, mas para Deus&#8221;</h2><p>Pedro acusa Ananias de duas coisas em sequ&#234;ncia. Primeiro, mentir ao Esp&#237;rito Santo. Logo depois, mentir n&#227;o a homens, mas a Deus. A equival&#234;ncia entre as duas &#233; direta, e essa equival&#234;ncia diz muita coisa.</p><p>F.F. Bruce nota que essa &#233; uma das passagens mais altas em pneumatologia em todo o Novo Testamento. O Esp&#237;rito Santo &#233; tratado como pessoa contra quem se peca, identificada com Deus mesmo. Trinitariamente carregado, s&#233;culos antes de Niceia.</p><p>E a&#237; eu travo de novo, porque mentir pra Deus &#233; coisa que eu j&#225; fiz muito de maneira estruturada. N&#227;o era com uma declara&#231;&#227;o isolada de vez em quando, mas com vida inteira.</p><p>Eu cantava sobre um Deus que apaga meus pecados enquanto a ora&#231;&#227;o dentro da minha cabe&#231;a era &#8220;Senhor, eu sei que ca&#237; de novo, mas me usa assim mesmo, como se Voc&#234; fosse um patr&#227;o que fecha os olhos pro funcion&#225;rio problem&#225;tico desde que ele entregue o relat&#243;rio no prazo&#8221;. Eu ensinava sobre arrependimento numa quarta-feira e dormia na mesma frieza na quinta. Eu servia no louvor de s&#225;bado de manh&#227; carregado com os v&#237;cios da semana inteira.</p><p>Eu cantava. Eu ensinava. Eu servia. E mentia.</p><p>N&#227;o escandalosamente. Eu mentia do jeito que ningu&#233;m percebe, aquele jeito que cabe direitinho no que se espera de uma pessoa crist&#227;.</p><h2>A m&#225;scara do trabalho, a m&#225;scara de casa, a m&#225;scara da igreja</h2><p>A ideia de que a gente carrega m&#225;scaras n&#227;o &#233; s&#243; met&#225;fora pastoral. Tem fundamenta&#231;&#227;o s&#233;ria em pelo menos tr&#234;s tradi&#231;&#245;es intelectuais diferentes, que chegaram em conclus&#245;es parecidas por caminhos distintos.</p><p>A primeira &#233; a tradi&#231;&#227;o psicanal&#237;tica de Jung. Ele chama de <em>persona</em>, e usa esse termo grego cl&#225;ssico de prop&#243;sito: era a m&#225;scara que o ator vestia no teatro grego antigo, e que o p&#250;blico enxergava antes do rosto. A persona, pra Jung, &#233; a face social que a gente apresenta pra atender ao que cada papel exige, pai, profissional, amigo, fiel. &#201; necess&#225;ria e &#250;til dentro de certos limites; vira patol&#243;gica quando a pessoa esquece que t&#225; usando.</p><p>A segunda &#233; a tradi&#231;&#227;o sociol&#243;gica de Erving Goffman, em <em>A Representa&#231;&#227;o do Eu na Vida Cotidiana</em> (1959). Goffman l&#234; a vida social inteira como dramaturgia: a gente vive em duas zonas, uma de frente (onde tem p&#250;blico) e uma de bastidor (onde a gente relaxa). Em cada uma a gente apresenta um eu diferente, com gestos calibrados, falas ensaiadas, ajustes finos. N&#227;o pra enganar ningu&#233;m em particular, e sim porque &#233; assim que a conviv&#234;ncia humana funciona.</p><p>A terceira &#233; Winnicott, psicanalista brit&#226;nico, que descreveu <em>falso self</em> e <em>verdadeiro self</em> num ensaio de 1960 que virou refer&#234;ncia. Pra ele, a crian&#231;a aprende muito cedo a apresentar a vers&#227;o de si que os adultos esperam ver. Essa vers&#227;o (o falso self) tem fun&#231;&#227;o defensiva, protege o verdadeiro self do que o ambiente n&#227;o consegue acolher. O problema &#233; que, em alguns ambientes muito exigentes, o falso self pode crescer tanto que vira a &#250;nica coisa que a pessoa sabe ser. O verdadeiro self some por baixo, e nem ela acha mais.</p><p>Em alguma medida, todos n&#243;s convivemos com isso. Uma m&#225;scara no trabalho, outra em casa, outra com os amigos. N&#227;o &#233;, em si, patol&#243;gico, &#233; social. A gente apresenta vers&#245;es diferentes pra contextos diferentes e isso ajuda a conviver. O problema come&#231;a quando uma das m&#225;scaras vira a &#250;nica, e o eu de verdade n&#227;o consegue mais aparecer nem pra Deus.</p><p>Mas dentro da igreja primitiva, segundo Witherington, a coisa n&#227;o funcionava assim. Aquele corpo era um s&#243;, e a presen&#231;a que circulava ali n&#227;o admitia vers&#227;o editada de ningu&#233;m. Era templo vivo. Voc&#234; n&#227;o entra num templo vivo com m&#225;scara sem machucar o corpo inteiro.</p><p>A m&#225;scara que Ananias colocou foi piedosa, que &#233; a pior das m&#225;scaras. A m&#225;scara de quem entrega tudo enquanto guarda uma parte por baixo. A m&#225;scara que faz da generosidade espet&#225;culo. A m&#225;scara que diz &#8220;eu estou com Deus&#8221; enquanto uma parte da pessoa segue negociando &#224; parte.</p><p>&#201; a vers&#227;o religiosa do falso self de Winnicott, levada pra dentro do espa&#231;o onde mais deveria caber o verdadeiro.</p><p>E essa, vou ser bem honesto, &#233; a minha m&#225;scara mais antiga.</p><h2>&#8220;Foi pra eles, n&#227;o pra mim&#8221;</h2><p>Aqui &#233; onde a tradi&#231;&#227;o interpretativa s&#233;ria salva a gente da pior leitura poss&#237;vel. D.A. Carson, no cl&#225;ssico dele sobre fal&#225;cias exeg&#233;ticas, &#233; quem mais nomeia esse risco: texto descritivo n&#227;o vira automaticamente texto prescritivo. Ananias e Safira morrem num momento &#250;nico da hist&#243;ria da igreja, na inaugura&#231;&#227;o de uma era nova, no instante em que o Tabern&#225;culo vivo est&#225; sendo aberto. Deduzir disso que &#8220;Deus mata mentirosos hoje&#8221; &#233; fal&#225;cia de transposi&#231;&#227;o. Cris&#243;stomo entendia isso no s&#233;culo quarto. A maioria dos pregadores do s&#233;culo vinte e um n&#227;o entende.</p><p>O que n&#227;o &#233; &#250;nico, e nunca foi, &#233; o princ&#237;pio que ali aparece em forma extrema: simula&#231;&#227;o e presen&#231;a viva n&#227;o convivem por muito tempo. Eu n&#227;o vou cair morto hoje quando mentir na pr&#243;xima ora&#231;&#227;o. Mas a m&#225;scara n&#227;o atravessa pro Reino, ela fica pra tr&#225;s. E quanto mais cedo a gente come&#231;a a soltar, menos coisa fica grudada.</p><h2>O que mudou em mim depois disso</h2><p>Eu n&#227;o tenho conclus&#227;o limpa. T&#244; no meio dessa caminhada igual voc&#234; que t&#225; lendo.</p><p>Duas coisas concretas mudaram.</p><p>A primeira &#233; que parei com a ora&#231;&#227;o do &#8220;me usa assim mesmo&#8221;. N&#227;o porque ficou errada, ficou &#243;bvia. &#201; burrice mentir pra quem sabe tudo o que eu t&#244; pensando. Trocar essa ora&#231;&#227;o pela vers&#227;o honesta, <em>Senhor, eu n&#227;o t&#244; querendo parar, e isso me assusta</em>, d&#243;i infinitamente mais. Mas &#233; uma conversa real. Isso &#233; libertador.</p><p>A segunda &#233; desmontar as m&#225;scaras uma por uma, devagar, n&#227;o de uma vez nem em p&#250;blico; com Ele primeiro. Falar do que t&#244; sentindo antes de polir. Reconhecer o que t&#244; escondendo, mesmo sabendo que Ele j&#225; sabe.</p><p>Talvez seja isso que a comunidade primitiva entendia e a gente em geral esqueceu: n&#227;o d&#225; pra construir corpo vivo com gente fingindo. D&#225; pra construir audit&#243;rio, d&#225; pra construir audi&#234;ncia. Corpo, n&#227;o.</p><p>Se a igreja que voc&#234; frequenta &#233; mais audit&#243;rio que corpo, talvez parte disso seja porque eu, e voc&#234;, e cada um, tem entregado a Deus o relat&#243;rio editado em vez do real.</p><p>A bizarrice de Atos 5 continua a&#237;. E ela continua chamando.</p><div><hr></div><h2>Fontes consultadas</h2><p><strong>Sobre Atos 5:</strong> Ben Witherington III, <em>The Acts of the Apostles: A Socio-Rhetorical Commentary</em> (Eerdmans, 1998); N.T. Wright, <em>Acts for Everyone, Part One</em> (Westminster John Knox, 2008); F.F. Bruce, <em>The Book of the Acts</em>, NICNT (Eerdmans, ed. revisada 1988); Richard Bauckham, <em>The Bible in Politics</em> (WJK, 2&#170; ed. 2011); James D.G. Dunn, <em>Beginning from Jerusalem</em> (Eerdmans, 2009); D.A. Carson, <em>Exegetical Fallacies</em> (Baker, 2&#170; ed. 1996); Jo&#227;o Cris&#243;stomo, <em>Homilias sobre Atos</em> 12.</p><p><strong>Sobre teoria das m&#225;scaras:</strong> C.G. Jung, conceito de <em>persona</em> desenvolvido em <em>Two Essays on Analytical Psychology</em> (1928) e <em>Aion</em> (1951); Erving Goffman, <em>A Representa&#231;&#227;o do Eu na Vida Cotidiana</em> (orig. <em>The Presentation of Self in Everyday Life</em>, 1959); D.W. Winnicott, &#8220;Ego Distortion in Terms of True and False Self&#8221; (1960).</p><div><hr></div><p><em>Este texto &#233; um aprofundamento do encontro de quarta sobre Atos 5, com respingos do cap&#237;tulo 1 do Manifesto Peregrinoz. Quer continuar caminhando comigo? Toda quarta &#224;s 19h a gente l&#234; um cap&#237;tulo da B&#237;blia juntos em <a href="https://osperegrinoz.com.br">osperegrinoz.com.br</a>. Se esse texto te alcan&#231;ou, encaminhe pra algu&#233;m que precisa.</em></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe&quot;,&quot;language&quot;:&quot;en&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Thanks for reading Thiago Pastana! Subscribe for free to receive new posts and support my work.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Type your email&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Subscribe"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[NÃO ESTUDE A BÍBLIA! ]]></title><description><![CDATA[antes de entender 3 coisas &#8230;]]></description><link>https://osperegrinoz.substack.com/p/nao-estude-a-biblia</link><guid isPermaLink="false">https://osperegrinoz.substack.com/p/nao-estude-a-biblia</guid><dc:creator><![CDATA[Thiago Pastana]]></dc:creator><pubDate>Sun, 23 Nov 2025 20:06:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!3DEz!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2e5cb859-7dda-41c3-8d37-add5362cafd4_1010x1010.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>(Estou escrevendo um livro com a capa acima e decidi compartilhar a primeira vers&#227;o aqui, na medida em que eu for escrevendo. Talvez aqui seja o melhor lugar para fazer isso e voc&#234; &#233; muito bem-vindo para estar comigo nessa jornada. A&#237; em cima est&#225; a capa. Comente o que est&#225; achando no final, quero construir isso junto com voc&#234;)</p><p>Calma! antes de voc&#234; me chamar de herege e queimar esse livro, deixa eu te explicar o que s&#227;o essas 3 coisas. Pode parecer contradit&#243;rio (porque eu sei que voc&#234; me julgou com base na capa, rs) mas a minha miss&#227;o &#233; justamente te incentivar a ter um relacionamento real com Jesus atrav&#233;s da Palavra. Porque isso mudou a minha vida e eu tenho certeza que pode mudar a sua vida tamb&#233;m.</p><p>Eu n&#227;o sei pregar. E talvez essa seja a melhor maneira de come&#231;ar um livro como esse.</p><p>Se voc&#234; esperava um tratado teol&#243;gico, cheio de termos dif&#237;ceis e frases que parecem ter sa&#237;do de um manual acad&#234;mico, eu preciso ser honesto logo aqui: n&#227;o &#233; isso que voc&#234; vai encontrar nas pr&#243;ximas p&#225;ginas.</p><p>O que eu tenho &#233; um &#250;nico objetivo &#8211; simples, direto e, ao mesmo tempo, enorme:</p><blockquote><p>te incentivar a ter um relacionamento real com Jesus atrav&#233;s da Palavra.</p></blockquote><p>Digo &#8220;real&#8221; porque, durante muito tempo, eu mesmo vivi de algo que parecia f&#233;, mas que no fundo era s&#243; rotina religiosa bem arrumada. Eu falava de Jesus, cantava sobre Jesus, trabalhava para Jesus&#8230; mas demorou para eu perceber que tudo isso pode ser feito sem realmente se relacionar com Ele.</p><p>E foi a B&#237;blia que Deus usou para me acordar.</p><p>N&#227;o como um amuleto, nem como um livro m&#225;gico que resolve problemas se voc&#234; abrir em um salmo aleat&#243;rio. Mas como um lugar de encontro. Como uma mesa onde Ele senta comigo, me confronta, me consola, me corrige e, principalmente, se revela.</p><p>Antes de te contar o que mudou na minha jornada, eu preciso fazer uma confiss&#227;o: talvez a maior barreira que a gente enfrenta hoje n&#227;o seja a falta de informa&#231;&#227;o espiritual, e sim a <strong>satura&#231;&#227;o sem&#226;ntica</strong>.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe now&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?"><span>Subscribe now</span></a></p><p>Amanh&#227; a gente continua com a parte 2 da introdu&#231;&#227;o. Enquanto isso comenta aqui o que voc&#234; achou e j&#225; me segue pra continuar acompanhando essa jornada. </p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://substack.com/@othiagopastana/note/p-179122170&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Leave a comment&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://substack.com/@othiagopastana/note/p-179122170"><span>Leave a comment</span></a></p><p><br><br>Estamos juntos no Caminho!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quatro Tesouros de 2 Coríntios 1-3]]></title><description><![CDATA[Amo compartilhar aqui porque no exerc&#237;cio da s&#237;ntese e da escrita eu fixo o que aprendi e ainda falo sobre Jesus &#128293;]]></description><link>https://osperegrinoz.substack.com/p/quatro-tesouros-de-2-corintios-1</link><guid isPermaLink="false">https://osperegrinoz.substack.com/p/quatro-tesouros-de-2-corintios-1</guid><dc:creator><![CDATA[Thiago Pastana]]></dc:creator><pubDate>Fri, 14 Nov 2025 14:01:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!3DEz!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2e5cb859-7dda-41c3-8d37-add5362cafd4_1010x1010.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h2>1. Deus n&#227;o desperdi&#231;a sofrimento. Nunca!</h2><p>Toda dor pode se tornar fonte de consolo para algu&#233;m.</p><p><em>&#8220;Deus de toda consola&#231;&#227;o, que nos consola em toda tribula&#231;&#227;o, para que tamb&#233;m possamos consolar os que estiverem em qualquer ang&#250;stia.&#8221;</em>  2 Cor&#237;ntios 1:3&#8211;4</p><h2>2. Perdoar &#233; vencer o inimigo</h2><p>Eu sei que muitas vezes &#233; dif&#237;cil, massss... A falta de perd&#227;o &#233; terreno f&#233;rtil para Satan&#225;s; o perd&#227;o &#233; o triunfo do amor.</p><p><em>&#8220;A quem perdoais alguma coisa, tamb&#233;m eu perd&#244;o&#8230; para que Satan&#225;s n&#227;o alcance vantagem sobre n&#243;s; pois n&#227;o ignoramos os seus ardis.&#8221;</em>  2 Cor&#237;ntios 2:10&#8211;11</p><h2>3. O evangelho &#233; aroma, n&#227;o argumento</h2><p>Isso aqui &#233; lindo! O mundo l&#234; nossa vida antes de ouvir nossas palavras.</p><p><em>&#8220;Gra&#231;as, por&#233;m, a Deus, que sempre nos conduz em triunfo em Cristo&#8230; Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo entre os que s&#227;o salvos e entre os que se perdem.&#8221;</em>  2 Cor&#237;ntios 2:14&#8211;15</p><h2>4. Contemplar Cristo &#233; ser transformado</h2><p>Talvez o maior aprendizado, porque daqui depende a verdade de todos os outros. Quanto mais O vemos, mais nos tornamos como Ele.</p><p><em>&#8220;Mas todos n&#243;s, com o rosto descoberto, contemplando como por espelho a gl&#243;ria do Senhor, somos transformados de gl&#243;ria em gl&#243;ria&#8230; pelo Esp&#237;rito do Senhor.&#8221;</em>  2 Cor&#237;ntios 3:18</p><p>O poder de Deus se manifesta nas l&#225;grimas, o perd&#227;o derrota o inimigo, e a gl&#243;ria do Esp&#237;rito transforma o cora&#231;&#227;o de quem contempla a Cristo.</p><p><strong>Que tal contemplar a Jesus hoje? Essa &#233; a vida que vale a pena ser vivida.</strong></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe now&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?"><span>Subscribe now</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[3 coisas que eu aprendi lendo um dos livros da Bíblia que quase ninguém dá bola (Naum):]]></title><description><![CDATA[1.]]></description><link>https://osperegrinoz.substack.com/p/3-coisas-que-eu-aprendi-lendo-um</link><guid isPermaLink="false">https://osperegrinoz.substack.com/p/3-coisas-que-eu-aprendi-lendo-um</guid><dc:creator><![CDATA[Thiago Pastana]]></dc:creator><pubDate>Thu, 13 Nov 2025 15:40:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!3DEz!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2e5cb859-7dda-41c3-8d37-add5362cafd4_1010x1010.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. Deus &#233; paciente, mas n&#227;o &#233; omisso!</strong><br>Naum mostra que a miseric&#243;rdia de Deus tem limite. <br>N&#237;nive j&#225; tinha tido sua chance com Jonas, mas voltou pro mesmo caminho. Deus n&#227;o fecha os olhos pra injusti&#231;a pra sempre.</p><p><strong>2. A justi&#231;a de Deus tamb&#233;m &#233; consolo.</strong><br>Pode parecer pesado, mas o ju&#237;zo de Deus &#233; uma boa not&#237;cia pra quem sofre. <br>Ele n&#227;o deixa o mal impune. <br>Quando Ele age, &#233; pra proteger quem foi esmagado.</p><p><strong>3. Deus v&#234; tudo, at&#233; o que parece esquecido!<br></strong>N&#237;nive era poderosa, temida, parecia invenc&#237;vel. <br>Mas Deus j&#225; tava vendo tudo. Nada passa despercebido por Ele, mesmo que a conta demore a chegar.<br>Se Naum estivesse aqui com a gente hoje, acho que falaria alguma coisa assim:<br>&#8220;Deus n&#227;o esquece. Ele v&#234;. Ele ouve. E no tempo certo, Ele age.&#8221;</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe now&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://osperegrinoz.substack.com/subscribe?"><span>Subscribe now</span></a></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>